Tenso.
Um jogo decisivo é um jogo decisivo. Independente de para qual campeonato for. Mas é claro. Óbvio. Sempre será tenso e emocionante. Mas a Libertadores…
É, meu amigo, essa competição mexe demais com o coração do torcedor. O porquê, exatamente, não sei explicar. Mas é.
Prestes a desligar o computador e começar a caminhar pela Padre Cacique, buscando os portões do Beira Rio, eu escrevo este texto com as mãos um pouco trêmulas. Quero escrever aquilo que ninguém aqui no trabalho quer me ouvir falar, aquilo que só os colorados (e, no caso, são paulinos também) que estão se aprumando para o jogo neste momento conseguem entender.
As horas que antecedem um jogo decisivo, principalmente quando se vai estar presente nele, é algo simplesmente inexplicável. Não reflete apenas no psicológico, influencia no corpo também. Além das imagens que tendem a permear nossos pensamentos, as pernas bambam, o coração dispara, os pelos se eriçam.
Lembrar do que já conquistamos uma vez conforta o coração exaltado, mas não totalmente, porque tudo é novo. Mesmo com todas estas coincidências que nos acompanham neste campeonato, não é igual. A gente nunca acostuma, nunca aprende a acalentar os ânimos. Sempre nos deixamos dominar pelo nervosismo. Aquele nervosismo que só os apaixonados por futebol conseguem consentir. Outros reles mortais simplesmente acham ‘um absurdo’.
Não tem nada de absurdo numa paixão tão verdadeira.
Eu simplesmente me jogo nesta emoção toda que me puxa para o Gigante e me vou. Seja o que os Deuses do futebol queiram!
Mas, antes, peço que os anjos de asas alvirrubras estejam conosco. Os mesmos que estiveram no céu de Porto Alegre na noite de 16 de agosto de 2006. Sorriam para a massa vermelha que estará cantando e fazendo o Beira Rio rugir. Com certeza sorriremos de volta.
Até mais!
